sábado, 22 de junho de 2013

Estúdio decorado por James Lamond, em NY, tem apenas 25 m² e é inspirado no século 18!!

 Estúdio decorado por James Lamond, em NY, tem apenas 25 m² e é inspirado no século 18
"Microapartamento" tornou-se uma expressão de efeito e uma espécie de marco cultural em Nova York, graças ao atual prefeito da cidade Michael R. Bloomberg. Mas quando essas moradias de um quarto estavam sendo traçadas nas plantas dos primeiros prédios de Manhattan, particularmente durante os anos de expansão econômica da década de 1920, eram chamadas de "estúdio".    
Os apês eram criados para os jovens homens e mulheres ambiciosos e com pouca grana que estavam chegando à cidade aos bandos e seu título romântico tinha a intenção de evocar o glamour e a boemia do modo preferido de viver dos artistas. Estúdio era uma "palavra mágica", como escreveu uma vez o crítico literário e ex-editor do The New York Times, Anatole Broyard, sobre seu próprio apartamento barato na Prince Street, nos anos 1940. 
 

Estúdios em NY: de moradias baratas a espaços com decorações elaboradas14  

O armário projetado por Barbara Horowitz serve para guardar as "roupas de cidade" da decoradora (que vive atualmente em uma casa na praia), além de roupas de cama e edredons  
Claro, tal moradia era invariavelmente uma espelunca – e seu status era inversamente proporcional às fantasias reluzentes de seus jovens e esperançosos habitantes. E, estes, dois dos fatores essenciais nas melhores textos sobre Manhattan, como os ensaios de Ruth McKenney, que escreveu vividamente sobre o fungo que crescia todas as noites no teto do banheiro do espaço úmido que ela alugara junto com a irmã, Eileen, na Gay Street nos anos 1930. Estúdio: ontem e hoje O que aconteceu na última década só não conseguiu apagar aquela construção pouco atraente (porém necessária), literária e em desenvolvimento. Os moradores, hoje, transformam seus estúdios de maneiras que chocariam Broyard e McKenney, cujos horríveis apartamentos possuíam um ponto positivo: jogava-os na vida agitada da cidade que existia do lado de fora de seus lares.  (O único esforço que McKenney teve quanto à decoração de seu estúdio foi aparar o fungo à noite, com tesourinhas de unha. Broyard pintou suas paredes de verde, e pendurou um pano rústico nas janelas: "Mas eu ainda me sentia solitário", escreveu no livro "Kafka Was the Rage: A Greenwich Village Memoir", "(...) Agora era uma solidão verde".) Ousado e astucioso ou polido e estiloso, o estúdio dos dias atuais é, antes de mais nada, um refúgio atraente, mais um cartão de visitas da inventividade de alguém do que um símbolo de seu estoicismo e rebeldia. É também uma categoria própria de decoração e design.
Mas ainda é um o ponto de partida, e não só para os muito jovens. Na verdade, cada vez menos para os muito jovens, dado o alto custo dos imóveis.divulgação

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